Ronaldo contesta processo eleitoral da CBF e solicita fiscalização da Fifa
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da dobrowin: O ex-jogador Ronaldo Fenômeno enviou, nesta segunda-feira (24), uma carta à CBF, Fifa, Conmebol e aos presidentes dos clubes das Séries A e B do Brasileirão. No documento, que o Lance! teve acesso, ele contesta o processo eleitoral da CBF e solicita mudanças para a próxima eleição da entidade que comanda o futebol brasileiro.
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Pré-candidato à presidência da CBF, Ronaldo pediu que a data da eleição seja definida com, no mínimo, um mês de antecedência. Segundo ele, essa medida garantirá maior organização e participação dos interessados. Além disso, solicitou que a Fifa e a Conmebol supervisionem o pleito para reforçar a transparência e a segurança jurídica do processo eleitoral.
Na última semana, o Supremo Tribunal Federal homologou um acordo entre a CBF, cinco dirigentes e a Federação Mineira de Futebol, validando a eleição de Ednaldo Rodrigues em 2022. Com isso, Ednaldo segue como presidente até o fim do mandato, em março de 2026.
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Ronaldo Fenômeno reforçou suas críticas ao atual processo eleitoral da CBF, destacando as dificuldades para oficializar uma candidatura. Ele teme ser pego de surpresa, já que o atual presidente Ednaldo Rodrigues controla a abertura do processo. Enquanto isso, Ednaldo já busca apoio das federações estaduais para viabilizar sua reeleição. Para concorrer, Ronaldo precisa do apoio formal de pelo menos quatro federações e quatro clubes, conforme estabelece o estatuto da CBF, um desafio considerável.
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Ronaldo anunciou em dezembro sua intenção de disputar a presidência da CBF. No entanto, para oficializar sua candidatura, ele precisa reunir os apoios necessários dentro do prazo determinado. A disputa pelo comando do futebol brasileiro promete ser intensa nos próximos meses.
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Confira a carta de Ronaldo na íntegra
“Prezados Senhores,
Conforme comuniquei publicamente, pretendo me candidatar à presidência da CBF no próximo pleito. Preocupa-me, no entanto, a falta de transparência e segurança jurídica no processo eleitoral, que pode comprometer a imparcialidade e a legitimidade das eleições.
É notório que, com o estatuto vigente, o presidente em exercício tem controle absoluto de todo o processo – o que, por si só, nos distancia das condições de concorrência leal e isonômica. Além de não contribuir para a integridade do pleito, o modelo dificulta (quiçá, impede) o surgimento de candidaturas alternativas.
Ademais, a crise dos últimos anos no comando da CBF, marcada por uma série de interferências externas e disputas judiciais incompatíveis com a autonomia e grandeza da entidade, maculou sua reputação a nível mundial e colocou em risco a sua independência.
Se existe um fato incontestável nesses anos de imbróglio – que, inclusive, antecede a atual gestão – é que essa sucessão de acontecimentos gerou um sentimento coletivo de insegurança jurídica e afetou negativamente a credibilidade da confederação.
Faltam menos de 16 meses para a próxima Copa do Mundo – chegaremos a 2026 com um jejum de 24 anos sem o título – e tudo que o futebol brasileiro não precisa agora é passar por um processo eleitoral de legitimidade duvidosa. O que precisamos é de tempo para dar voz e espaço aos clubes que, unidos, são ainda mais fortes; para escutar as federações em prol de melhorias nas competições e desenvolvimento do esporte em seus estados; para que a força da visão compartilhada, no alinhamento estratégico, nos conduza à mudança.
À luz dessas preocupações, solicito que a data para as próximas eleições – cujo prazo estatutário é de um ano a partir de 23 de março de 2025 – seja definida com antecedência mínima de um mês, a fim de assegurar a organização e participação dos interessados.
Solicito ainda que o pleito seja supervisionado presencialmente pela FIFA e pela CONMEBOL, para dar mais transparência e segurança jurídica ao processo eleitoral, bem como alinhamento aos princípios internacionais de governança no futebol. Está nas mãos do colégio eleitoral a oportunidade e a responsabilidade de atender à urgência de um choque de gestão na CBF, que comece por restaurar a confiança na instituição e seja sustentável no longo prazo. Reitero minha completa disposição colaborativa para a reconstrução da credibilidade e proteção do futuro da entidade. O futebol brasileiro é patrimônio público – cabe a nós defendê-lo.”
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